Atualmente são conhecidas cerca de 1.400 espécies de escorpiões distribuídas pelo mundo com exceção da Antártida. Estes aracnídeos não são exclusivos das regiões de clima tropical e subtropical podendo ser encontrados nos Alpes suiços, planícies canadenses, floresta amazônica, Europa, Ásia, Oceania e demais regiões. No Brasil as espécies mais importantes em Saúde Pública pertencem ao gênero Tityus, destacando-se as espécies Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e Tityus bahiensis (escorpião preto).

O homem é o grande responsável pela dispersão de muitas espécies destes aracnídeos através do transporte de cargas em caminhões e ferrovias, distribuindo-os em diversas regiões do território nacional. Nas áreas urbanas podemos encontrar estes escorpiões em locais com infestação de baratas, em terrenos baldios, onde haja acúmulo de entulhos e materiais de construção em jardins sem a devida conservação. Ocasionalmente encontramos escorpiões em residências que não apresentam estas condições, podendo a infestação ser oriunda de terrenos baldios e casas abandonadas na vizinhança.

Na verdade a presença destes aracnídeos se deve, muitas vezes, as condições favoráveis fornecida pelo próprio homem tendo como conseqüência a ocorrência de acidentes com crianças e adultos. A picada do escorpião amarelo em crianças pode ocasionar um estado clínico grave levando até a morte, entretanto a picada do escorpião preto apesar de dolorosa dificilmente ocasiona a morte da vítima.

ESCORPIÕES

O escorpião carrega o veneno em duas glândulas localizadas em um segmento extra de sua cauda anterior ao ferrão que é o órgão responsável por perfurar e inocular o veneno na vítima. O veneno contido nestas glândulas são liberados parcialmente no processo de caça dos escorpiões visando a imobilização da presa, porém em caso de defesa ocorre a inoculação total do veneno.

Os apêndices dianteiros conhecidos vulgarmente como pinças é utilizado pelos escorpiões durante a caça, prendendo e até partindo sua presa. São carnívoros e em determinadas situações ocorre o canibalismo. Possuem hábito noturno e a visão pouco desenvolvida. Orientam-se pela vibração do ar e do solo e pela pouca acuidade visual localizam suas presas pelo tato.

Curiosamente os escorpiões não colocam ovos, ocorrendo a reprodução através de uma gestação entre 2 a 3 meses e posterior parto, quando os filhotes são expelidos pela fenda genital e logo sobem ao corpo da mãe permanecendo por uma ou duas semanas neste local. O número de descendentes por fêmea varia conforme a espécie.

Comumente encontramos escorpiões sob pedras e entulhos, dormentes de ferrovias, em bromélias localizadas em árvores ou no solo, em porões de residências, cemitérios (devido a presença de baratas), sob assoalhos de madeira e próximo a córregos.

ESCORPIÃO AMARELO – (Tityus serrulatus)
O gênero Tytius, entre outras características, apresenta abaixo do ferrão um espinho pequeno, cuja função é meramente ornamental. Assim, identificado o gênero, seguimos à identificação das espécies. O escorpião amarelo, como o nome já diz, possui a coloração do corpo amarelada e apresenta, no quarto segmento da cauda, uma serrilha, facilmente visível, além de uma mancha castanho escura no último segmento anterior à glândula de veneno.

A reprodução dos escorpiões difere quanto ao tipo. No escorpião amarelo ela se dá por partenogênese, isto é, os óvulos se desenvolvem originando um novo indivíduo sem a necessidade de uma fecundação, bastando para isto que a fêmea encontre boas condições de calor e alimentação. Dessa forma, a população de escorpiões amarelos é constituída somente de fêmeas. Esta característica de reprodução faz com que essa espécie seja disseminada com maior facilidade.

ESCORPIÃO PRETO – (Tityus bahiensis)
O escorpião preto, além do espinho situado abaixo do ferrão, tem o corpo de coloração castanho escuro, com seus apêndices mais claros e manchas da côr do corpo, principalmente nos braços das pinças.
A reprodução desses escorpiões difere quanto ao tipo. No escorpião amarelo ela se dá por partenogênese, isto é, os óvulos se desenvolvem originando um novo indivíduo sem a necessidade de uma fecundação, bastando para isto que a fêmea encontre boas condições de calor e alimentação.

Dessa forma, a população de escorpiões amarelos é constituída somente de fêmeas. Esta característica de reprodução faz com que essa espécie seja disseminada com maior facilidade. Nos escorpiões pretos, ao contrário, a reprodução é cruzada, havendo para isto a necessidade do encontro de machos e fêmeas em períodos determinados do ano.

Em ambos os casos, o número de filhotes varia de 15 a 25. Logo após o parto, os filhotes sobem no dorso da mãe, permanecendo ali por um período de aproximadamente uma semana, tempo este necessário para que sofram a primeira muda de pele. Após isto, descem e se dispersam, começando uma vida totalmente independente.
Conhecendo o comportamento dos escorpiões se faz necessário eliminar os possíveis abrigos e fontes de alimento (baratas dentre outras). Não se deve colocar a mão em buracos no solo, fendas em árvores e sob ninhos de cupim de montículo, pois além de escorpiões estes locais podem abrigar aranhas, ratos e cobras.

Proporcionar uma adequada conservação dos jardins não acumulando madeiras, telhas e outros materiais.
Manter sempre um controle de baratas eliminado abrigo e alimento, e quando necessário providenciar o controle químico destes insetos. Não acumular materiais e restos de construção. Utilizar ralos protetores. Em residências de campo é aconselhável sacudir roupas e sapatos antes de utilizá-los. Evitar o acúmulo de madeira para lenha e outros materiais.

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